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A cirurgia bariátrica se destina aos pacientes que estão gravemente obesos e que não tenham conseguido emagrecer após várias tentativas clínicas de controle do peso sob orientação de especialistas gabaritados (endocrinologistas, nutricionistas, psiquiatras, psicólogas entre outros.).
Dietas, reeducação alimentar, adesão a atividades físicas regulares, uso parcimonioso de medicamentos prescritos por endocrinologistas, psicoterapias devem ser tentados antes de se pensar em uma cirurgia bariátrica. A indicação nunca deve ser exclusivamente estética. Avaliamos sempre o risco X benefício de todo procedimento cirúrgico. Para obesos mórbidos os riscos da manutenção do grande excesso de peso são 300% maiores do que os riscos que envolvem o ato operatório; mas para uma pessoa com um leve sobrepeso essa afirmativa não é verdadeira. A indicação deve ser sempre avaliada por um endocrinologista que fará uma criteriosa análise das possibilidades para cada paciente individualmente. O cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC- faça o seu cálculo na página inicial do site) é um parâmetro objetivo mas outros fatores como a história familiar,as doenças associadas, os tratamentos já tentados, os efeitos colaterais dos medicamentos para emagrecer, as repercussões psico-sociais para aquela pessoa devem ser colocados na balança também.
1. ÍNDICE DE MASSA CORPORAL IGUAL OU MAIOR DE 40 kg/m2 2. ÍNDICE DE MASSA CORPORAL IGUAL OU MAIOR DE 35 kg/m2 EM PACIENTES QUE JÁ ESTEJAM COM OUTRAS DOENÇAS AGRAVADAS PELA OBESIDADE ASSOCIADAS ( HIPERTENSÃO ARTERIAL, DIABETES, LESÕES EM ARTICULAÇÕES E COLUNA, ETC.).
3. FALHA NAS TENTATIVAS CLÍNICAS DE EMAGRECIMENTO. SÃO CONTRA-INDICAÇÕES PARA A CIRURGIA BARIÁTRICA:
1. PACIENTES QUE TENHAM DIFICULDADES MENTAIS DE ENTENDIMENTO E ADAPTAÇÃO COM A CIRURGIA ( CASOS PSIQUIÁTRICOS SEM CONTROLE, SEQUELADOS NEUROLÓGICOS, ETC.). 3. MULHERES GRÁVIDAS. 4. PACIENTES COM DOENÇAS GRAVES AVANÇADAS E TERMINAIS ( CIRROSE HEPÁTICA GRAVE, INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA, CÂNCER SEM POSSIBILIDADES DE CURA, ENFISEMA PULMONAR ACENTUADO, ETC. ). COMENTÁRIOS DAS INDICAÇÕES E CONTRA-INDICAÇÕES: · Ao contrário do que muitos imaginam, os pacientes obesos que já possuem doenças estabelecidas ( hipertensão, diabetes, etc.) não estão proibidos de operar, pelo contrário, são os que devem resolver mais rapidamente a cirurgia para reverter as comorbidades. É claro que possuem um risco adicional, mas as doenças serão compensadas antes da cirurgia para diminuir o risco de complicações. É justamente com o emagrecimento que se segue a cirurgia que as demais doenças deverão ser corrigidas e por vezes até curadas. Com a perda de peso o diabetes tende a desaparecer assim como a hipertensão passa a ser mais bem controlada. · É considerado o IMC maior que o paciente já atingiu, documentado por um médico ( endocrinologista geralmente) e não apenas o atual. Como os obesos estão sempre tentando emagrecer e sob o efeito sanfona, pode acontecer que em um determinado momento, o cálculo esteja um pouco abaixo de 40 kg/m2 e ainda assim a indicação cirúrgica deverá ser considerada. · Não é justificável o paciente se esforçar para engordar a fim de chegar ao IMC cirúrgico. Além de perigoso poderá estragar uma boa chance de resolver clinicamente o seu problema. · Muitos pacientes estão com Índice de Massa Corporal abaixo de 40 e sem outras doenças ou até abaixo de 35 e sofrem com a sua obesidade. Estão sempre tentando emagrecer, mas retornam com freqüência ao peso inicial. Alguns especialistas já defendem a possibilidade de indicação cirúrgica para pacientes em situação semelhante. Casos especiais receberiam uma criteriosa pontuação (vide janela de Novidades e Polêmicas na página inicial do site) considerando a obesidade na família e as repercussões psico-sociais da obesidade naquela pessoa entre outros fatores somando ao IMC e podendo indicar a possibilidade cirúrgica especial. |
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